Só quem é mãe sabe que esse papel não é nada fácil de desempenhar. Engana-se quem acha que é só cuidar de uma criança, é só amamentar, é só estar disponível algumas horas. Ser mãe é estar 24 horas atenta e muitas vezes esgotada.

Por isso, frequentemente, além do peso sobre os ombros, a mãe ainda se sente culpada por estar sentindo isso. Como posso ser uma boa mãe se quero chorar, desistir de tudo, querendo um tempo só meu?

O papel de mãe é agregado a vários outros, ser mãe é ter mil funções todos os dias. E como não se sentir cansada quando tudo parece vir à tona? O primeiro passo é organização. É colocar na agenda, no papel, onde for, quais são as tarefas que devem ser feitas primeiro e assim consecutivamente. É muito fácil se perder, pois como estamos tão atarefadas queremos resolver tudo de uma vez.

É preciso aceitar também as responsabilidades, tanto de mãe como de profissional e esposa. Se a mulher trabalha fora de casa ou até mesmo faz home work, ela precisa estar 100% voltada para esse papel. Quando se está com os filhos, 100% voltada para os filhos, e quando está com o marido, a mesma coisa. É comum vermos mulheres cansadas, se estão no trabalho, ficam pensando como está a situação em casa, e se estão em casa, ficam querendo resolver os assuntos do trabalho. Então, nada melhor do que estar 100% presente e dando atenção total a você mesma e a quem estiver ao seu redor.

Apesar da mãe quase sempre querer fazer tudo, é importante criar um círculo de apoio. O pai, principalmente, deve participar e dividir funções. Os outros filhos e até mesmo avós podem ajudar quando necessário. Ouvir o depoimento e dicas de outras mães também alivia as tensões, todas estão no mesmo “barco” e enfrentam as mesmas dificuldades. Que tal dividir e trocar experiências? Outras mães podem contribuir de alguma forma para o bem-estar dos filhos que não são delas.

Ser mãe é também ser mulher e ter um tempo para si mesma. Nada de sentir remorso por isso. Esteja presente com você mesma para poder colocar os sentimentos e planos em ordem. De nada adianta ter tudo organizado por fora se por dentro há um caos total. É preciso primeiro amar quem você é, entender seus limites e imperfeições, para então poder dar todo amor do mundo que um filho merece.

 

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